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Otavio Pereira Camargos disse:
02/06/2010 às 17:23
Fico bom o blog pai ! =D
Jorge Fernando dos Santos disse:
02/06/2010 às 20:55
Noel Rosa foi um dos pais da MPB. Toda homenagem a ele será bem-vinda, principalmente lembrando seus 100 anos de nascimento. Parabéns pela iniciativa,
Abs.,
Jorge F.:
Parabéns, Toninho!
Que presente você dá para todos nós com este blog fantástico. Muito bom!
Abraços,
Marina, Lúcia e Flávia (Amaranto).
Pois é, está sendo uma experiência fantástica. Estamos aprendendo muito. E Noel tem um gosto especial. É saboroso! Divulguem bastante!
Abraços,
Toninho/Regina/Luiz Henrique
Cristina Queiroz disse:
02/06/2010 às 21:01
Salve Toninho!
Boa idéia e merecida homenagem!
Em função dela resolvi fuçar e descobri esta pérola [dentre outras]:
http://letras.terra.com.br/noel-rosa-musicas/682912/
Abraço,
Cristina.
Ramon Fiuza disse:
03/06/2010 às 10:49
Parabéns Toninho!!!!!
Todos nós estávamos sempre esperando a sua exposiççao de sua enciclopedia musical (que é voce). obrigado por este presente que começou pelo Noel.
sucesso sempre para voce
Ramon
Carlos Soares disse:
07/06/2010 às 20:44
Parabéns pelo blog. Seleção finíssima de músicas e gostei muito das “explicações” de cada uma. Uma homenagem digna ao poeta e sua obra!
Cadinhofaria disse:
22/06/2010 às 21:51
A primeira vez que ouvi Noel Rosa foi num disco 78 rotações ,num gramofone,escondido no porão de minha casa.Aquela voz fanha e chiada dizia : “ quando eu morrer /não quero choro nem vela/quero uma fita amarela/gravada com o nome dela.”Lembro que fiquei com a sensação de uma criança, que descobria ali ,a porta de um mundo encantado.Foi a primeira vez que ouvi a palavra “ Morte”associada a choro de flauta ,violão e cavaquinho e uma mulata sapateando no caixão.Não era uma morte chorada,lamentada,mas celebrada com ironia ,com humor e até um certo desdém.
Quando meu pai morreu prematuramente, aquele samba de Noel foi um consolo pra enfrentar a tristeza do velório.
Fita amarela foi o primeiro laço que uniu meu deslumbramento à música de Noel. E como já dizia o poeta em silencio de um minuto “Luto preto é vaidade nesse funeral de amor/o meu luto é a saudade /e saudade não tem cor”
As outras músicas foram surgindo sem que eu perdesse aquela sensação de quem ia descobrindo preciosidades,garimpadas nos porões e sebos da nossa combalida memória cultural brasileira.Mas isso ao mesmo tempo valorizava a descoberta das raridades na obra de Noel.Aquele samba que eu achava que só eu conhecia valia ouro na troca de figurinhas musicais com os aficionados por Noel.
Todos os críticos ,todos os grandes músicos,conheciam Noel como um gênio que plantou sementes férteis na M.P.B e deixou herdeiros também geniais.Chico Buarque.Aldir Blanc,Caetano ,Gil e Paulinho da viola ,são alguns exemplos.A Rita de Chico,De frente pro crime de Aldir ,Dom de Iludir de Caetano,LuniK 9 de Gil, Argumento de Paulinho ,poderiam perfeitamente ser assinadas por Noel.
O poeta da vila sempre esteve presente em várias situações de minha vida,como um bom conselheiro,um filósofo profundo, ,um cronista lapidar,um crítico irônico,um humorista inteligente,um romântico amargurado.
Ao comparar ,por exemplo, o Brasil a uma criança perdulária /que anda sem vintém e tem a mãe que é milionária,Noel parece falar do Brasil de hoje e suas relações com os Estados Unidos.Ou em frases de duplo sentido como “:Eu sou muito liberal mas não uso aliança”,Noel brinca com o casamento e a política ,numa máxima bem atual.,ou em Onde esta a honestidade , Quem dá mais,século do progresso,Noel mostra um pouco da sua contemporaneidade.
Minha admiração explicita por Noel ,passou pra alguns conhecidos meus uma imagem de uma pessoa retrógrada,presa ao passado ,numa postura meio reacionária Gostar,admirar Noel rosa é sempre sinal de bom senso,de bom gosto .Cada artista tem seu tempo, sua época .Alguns ,porém ,conseguem influenciar gerações futuras ,projetando sua obra além do seu contexto.`Noel é meio Chaplim, Meio Cervantes, meio Bodelaire,moliére,meio herói ,meio bandido ,meio João ninguém,meio Maria fumaça. É muito dos muitos personagens conhecidos e anônimos que fazem o povo brasileiro
Hoje felizmente é possível a gente ter acesso a obra de Noel ,sem precisar garimpar em sebos e porões.Perdeu um pouco da graça de descobrir uma raridade de Noel,mas permitiu uma maior divulgação do poeta.e das coisas nossas. Como disse Noel:”O samba /a prontidão e outras bossas /,são nossas coisas /,são coisas nossas. Parabens
pelo blog.
Letícia Coelho disse:
24/06/2010 às 23:40
Olá Toninho,
estava uma aula onde discutíamos um texto de Rafael Bastos sobre a música “Feitio de Oração” , disponível no link: http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_31/rbcs31_09.htm
que muito me fez refletir sobre Noel e sua música. Venho contribuir de alguma forma com sua iniciativa.
Isso porque Noel foi um paradoxo social e musical. Era um burgues, estudante de medicina, que subiu os morros para aprender samba. Fez o samba, em um época conturbada politicamente. Escreveu mitos, no sentido de uma estória que é contada e recontada em um espaço temporal que mais parece um passado, mas nao deixa de ser vivo e estar presente, como um fogão de lenha em “tempo” de um fogão automático.
Suas musicas contam o que também se passa hoje. Nós, com nossa cultura fragmentada, em mosaico, onde nao sabemos bem onde se começou e para onde vai, como o samba, que desceu dos morros e virou bossa nova, samba canção.
Ele, um apaziguador entre o samba do morro e um samba burgues.. um paradoxo da musica. Escreveu muito, encanta tanto e viveu pouco.
Era mesmo uma Rosa.
karlo muniz disse:
14/07/2010 às 10:15
Parabéns, pessoal, pelo belo trabalho! Dá prazer visitar o blog pela limpeza do layout e pelo contéudo.
Eu pesquiso Noel há algum tempo. Canto seu repertório e reverencio o grande Poeta que ele é, e lhes garanto que é difícil encontrar informações tão preciosas, e tão condensadas, como no seu blog.
José Carlos Alves disse:
24/06/2010 às 20:05
Mas que lindo? vocês estão de parabéns, trabalho maravilhoso, gostei. É disso que precisamos, de pesquisas sadias que só enobrece a comunidade, gostaria que estreitássemos nossa comunicação. Falar de Noel não é fácil, literatura sobre o assunto é quase inexistente, imaginem vocês uma certa ocasião estive em Vila Izabel, berço de Noel, mais presisamente no bar Petisco da Vila indaguei de algumas pessoas sobre Noel, mas não tive sucesso, pois pouca coisa sabiam a respeito. quero nesta oportunidade externar minha admiração pelas pesquisas de vocês, continuem sempre assim, pois, somente com como vocês engrandecem nossa comunidade. recebam um forte abraço. J. Carlos de Manaus(Am).
Muito boa a iniciativa de celebrar Noel!
Aqui em BH, no dia 11 de dezembro, também celebraremos Noel Rosa na Marotona Noel.O Grupo Figa de Guiné receberá o grande Eduardo Gallotti para realizarmos esta “empreitada”.
Um grande abraço a todos e que consigamos cada vez mais eternizar o nome deste grande sambista e poeta.
Sérgio Achtschim
Estamos também em BH. Mande notícias sobre a Maratona, por favor, ok?
Obrigado e divulgue este Blog.
Luiz/Regina/Toninho
A maratona acontece, como já foi dito, no dia 11 de dezembro, sábado. Vai ser no Estabelecimento Bar,
que fica na rua Monte Alegre, 160, Serra. A princípio começaremos às 16 horas com término às 20 horas e trinta
minutos. Quando chegar mais perto dou mais detalhes, pois estamos vendo a possibilidade de ter duas rodas: uma
no sábado e outra no domingo, só com composições do Noel. Foi montada uma comissão “imaginária” de amigos
que irão ajudar na organização do evento. O meu endereço eletrônico é sergioachtschim@hotmail.com. Até a
data do nascimento do Noel darei maiores detalhes. E viva Noel!
Abraços,
Sérgio Achtschim
Sou paulistana e inexplicavelmente apaixonada por Noel Rosa, sua história, suas composições. Tanto fiz que finalmente consegui a aprovação do Estado de São Paulo para ministrar uma oficina de 32horas sobre sua vida e obra. As inscrições e o curso são gratuitos e irão até o dia 09 de outubro. As aulas serão dadas na cidade de Guariba. O site é ótimo! Então, fica aqui o meu convite a quem quiser e puder participar, além de pedir colaboração a quem puder contribuir com materiais enriquecedores sobre o assunto.
Obrigada!
Errata: As inscrições irão até o dia 09 de outubro. O curso inicia em 13 de outubro e termina no começo de dezembro.
Bom para os guaribenses, que terão o privilégio do curso. Boa sorte pra você nesta empreitada!
Abraço
Luiz/Regina/Toninho
Lembrei-me que na rádio Inconfidência, entrevistando o Moreira da Silva,
percebi que o bordão que ele sempre repetia era:”O encontro do malandro pronto com o otário que nasceu pra milionário”. Este verso tirado do samba “Esquina da vida” de Noel,virou o bordão do Morengueira, que fazia o tipo malandro e na verdade não era.
O malandro sem dinheiro com o otário rico! O Moreira da Silva era de outra malandragem, sensacional, não é? Já não as fazem como antes…
Um abraço,
Toninho/Regina/Luiz
Queridos Regina e Toninho,
Ainda não encontro as palavras certas pra dizer de emoção e da honra de ter podido arranjar esse belo samba que ultrapassa uma homenagem a Noel. Aliás, homenagear tem sido uma coisa banalizada e as verdadeiras homenagens são esquecidas. Ainda me dói a lembrança da partida para o céu de nosso “Dino” 7 cordas, inventor de Música e que foi grande amigo de Noel e que foi esquecido. Faço o 7 cordas de seu samba, Toninho, muito ispirado pela beleza da música, da letra, das leais companhias dos amigos, e dos mestres Dino e Noel. Parabéns, velho amigo, e que possamos trabalhar mais, sempre pela Música!
Abração,
Flávio
Você é um filósofo, Flávio. Filósofo da canção. O som do violão em suas mãos ganha o significado da existência. Seus bordões, marcação sólida, nos ensinam os caminhos – inúmeros, possíveis e improváveis – todos, caminhos da beleza. As primas desenham as bases e tecem o tecido suave da harmonia, reinventando a criação. É e sempre será privilégio conquistar amizade assim. Agradecemos por tudo!
Regina / Luiz Henrique / Toninho
Sou estudante de fotografia no RJ e estou fazendo uma pesquisa sobre Noel Rosa para fazer uma releitura de sua vida. Uma das minhas linhas de pesquisa está direcionada para identificar quem seria o “Noel Rosa” da nossa atualidade. Conversando com meu professor de Cultura Brasileira, que também fez um trabalho sobre a vida de Noel, ele expressou que para ele seria o Marcelo D2. E vocês? Quem vocês acham que seria o Noel da nossa atualidade?
Abraços
Josélia